quarta-feira, 5 de abril de 2017

...


Neste exato momento me pego pensando acerca de um tema que há muito permeia a minha mente e o meu coração. 

Felicidade.

O que de fato nos torna, ou nos faz feliz?

O que é correto dizer? Que estamos ou somos felizes?

Na atual conjuntura não sei diferenciar o ser do estar. Mas nesse momento chego a conclusão que nem sou, nem estou. E sim, talvez eu esteja exagerando. Mas no fundo, pouco importa. Isso não modifica o que penso com relação a tudo isso.

Eu poderia dizer que tive momentos de felicidade, e que alguns deles guardo em uma caixinha separada na minha memória e ao lembrar me pego com um sorriso no canto da boca e entro em contato com as mesmas sensações da época.

Se eu pudesse elencar UM momento feliz (e cito esse não pois foi o ápice, mas sim o mais recente), foi quando tive a oportunidade de ir a um show da Sandy e consegui um autógrafo e uma foto. Ok. Mas felicidade está muito além disso.

Volto a indagação anterior. O que seria esse flash que faz tudo ter sentido ao ponto de você não caber dentro de si de tanta alegria?

Confesso que os últimos meses tem sido mais melancólicos, estressantes, preocupantes, do que leves e alegres. E há tempos eu tento reorganizar tudo isso pra descobrir de onde vem todos esses devaneios. 

Decepções, ausências, presenças demais, a falta da empatia, a solidão, sensação de incapacidade, inércia.. tudo isso e mais um pouco. 

Esse relato não é deprê, é existencial mesmo. 

.

"Eu ainda estou aqui Perdido em mil versões Irreais de mim..."