quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

#99


"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz. 
Há meros devaneios tolos a me torturar."

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quietude


"Quero as águas verdes e quero enfim
Ser maior do que esse mar que avança sobre mim (...)
É, hoje aqui quis me lembrar
Vendo as praias tão sem cor, enfim
Sem as palmas dos coqueiros meu amor, eu me lembro"

Geraldo Azevedo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Retorno.




E aí você percebe que não se acostuma, que não importa quantas vezes aquilo aconteça a dor sempre vai ser a mesma. A saudade, a melancolia, a vontade de largar tudo, a sensação de que aquilo não vai passar nunca. O bom é a certeza que você tem que passa, como tudo nessa vida. 
Mas enquanto não passa você se permite sentir tudo aquilo novamente, pois a graça da vida também é isso. É sofrer, afinal todo ser humano é passível disso.
As músicas viram refúgios, e palavras que deveriam ser ditas são ensaiadas mentalmente para uma outra oportunidade que você acredita que pode não acontecer (afinal, você aprendeu que não criar expectativas sempre é melhor).
Aí como da outra vez você procura uma distração, algo novo que tire sua atenção daquilo que insiste em permanecer na mente. Da primeira um objeto, da segunda um novo curso, da terceira um hobby que há tempos já rondava sua mente. Você se desapega de vaidades, afinal pra quê? Repara na simplicidade das coisas, dos lugares, e fala sobre certas coisas com um brilho nos olhos.

E prossegue, com todas estas sensações que já são de estimação.

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"Eu ainda estou aqui Perdido em mil versões Irreais de mim..."