E aí você percebe que não se acostuma, que não importa quantas vezes aquilo aconteça a dor sempre vai ser a mesma. A saudade, a melancolia, a vontade de largar tudo, a sensação de que aquilo não vai passar nunca. O bom é a certeza que você tem que passa, como tudo nessa vida.
Mas enquanto não passa você se permite sentir tudo aquilo novamente, pois a graça da vida também é isso. É sofrer, afinal todo ser humano é passível disso.
As músicas viram refúgios, e palavras que deveriam ser ditas são ensaiadas mentalmente para uma outra oportunidade que você acredita que pode não acontecer (afinal, você aprendeu que não criar expectativas sempre é melhor).
Aí como da outra vez você procura uma distração, algo novo que tire sua atenção daquilo que insiste em permanecer na mente. Da primeira um objeto, da segunda um novo curso, da terceira um hobby que há tempos já rondava sua mente. Você se desapega de vaidades, afinal pra quê? Repara na simplicidade das coisas, dos lugares, e fala sobre certas coisas com um brilho nos olhos.
E prossegue, com todas estas sensações que já são de estimação.