quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

You.




Não quero me desligar do que está me fazendo sorrir e, por vezes, querer chutar tudo pra bem longe. Não posso deixar você de lado, não posso fingir que não há nada. Que você nada é. E que você não mudou, de alguma forma, meu jeito de acordar. 
Clarissa Corrêa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Aqui. Alí.




E os dias passam. E você percebe que o tempo nem sempre cura tudo, e que talvez ele nem cure. Porque a mente não deixa essa cura acontecer, e que, por um lado você também não quer esquecer, não quer se desprender de coisas que te fizeram felizes; não quer deixar de ter certas sensações, emoções. Você prefere continuar alí alimentando a imaginação do que se perder de tudo aquilo. Tudo aquilo que agora te machuca, mas que há um tempo atrás te fazia flutuar de tanta alegria. É como se nada mais fosse voltar a ser como antes, nem você, nem ninguém. Nem alguém. E o pior é a ansiedade, a incerteza, a dependência, a distância, a ausência. 

E você mais uma vez se pergunta quando tudo aquilo vai ter fim....

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Lembranças.



E aos poucos vou voltando a ser quem sou. Tentando prosseguir com as marcas que dias felizes me proporcionaram, lembrando a quase todo momento esses dias vividos. E contando os dias para voltar a ser inteira.

CR

domingo, 13 de janeiro de 2013

Instabilidade.


Aquele momento em que você simplesmente não se entende. Mudanças de humor constantes e bruscas. E como a cada dia cada emoção tá intensa, a alegria embora esteja rara as vezes aparece alí pra dizer que é possível senti-la vez ou outra. E você se permite sentir mesmo que seja por um curto período de tempo, mesmo sabendo que ela passará. Afinal, o que não passa nessa vida? TUDO.   E isso te conforta, sabendo que vai passar. Que vai diminuir. Que só resta encontrar forças para entender todas essas mudanças a cada novo dia.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Metade


E aí você se olha e vê só metade de si, mesmo o espelho te refletindo por inteiro. No fundo você sabe que é só metade, metade da mente, metade do corpo, metade de tudo. E o pior é você ter que conviver com isso, e fingir estar inteira por dentro e por fora. É ter que esperar o tempo passar e contar os dias em que você ficará inteira de novo. É aceitar. E seguir. Contando cada dia em que você voltará a ser inteira. E pedir à Deus forças para passar por cada dia.



"eu ando tão triste eu ando pela sala, eu perco a hora e chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim."

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

(...)


"Há coisas que o tempo não desfaz, há coisas que a vida pede mais.."

E aí você chora. Mesmo depois de uma ligação, onde cada minuto foi importante 01h:48min:10s, e você lembra de cada detalhe, da alegria de cada palavra, cada suspiro, a cada momento. Chora como se o mundo fosse acabar, como se fossem os últimos minutos e você não suporta mais aquilo. Chora como se naquele momento fosse resolver, fosse diminuir; mas é essa a sensação que o choro dá. Alívio, paz, calmaria. Você pensa que não vai voltar, e continua pedindo a Deus pra o tempo passar, correr, voar!

Mas o tempo não passa na velocidade desejada, e a mesma sensação volta e você se finge de forte. De durona, mas não por muito tempo. Aí não tem jeito, é se entregar ao choro novamente... E a cada dia o mesmo filme se repete. 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dias.


Dias.Meses. E aquela agonia por dentro. Olhar várias vezes o calendário querendo que o tempo passe; e aí tudo piora: emperra, trava. Aquela vontade de pular uma fase de sua vida pra chegar logo naquela que você tanto anseia. Mas aí você cai na real e vê que muito ainda tem para percorrer, aí você para: respira, chora, e se faz de racional dizendo que tudo isso vai passar. E passa. Naquela hora onde tudo faz sentido. E você esquece. Mas aí basta um tempinho a toa, e tudo volta na mesma intensidade, os mesmos pensamentos e aquele friozinho todo. E nesse misto de sensações as horas passam, não na frequência que você gostaria mas da forma que Deus permite. E você tem que aceitar. E saber administrar todo mundo que existe por dentro. E ainda trabalhar. Sorrir. Fingir. Fugir.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mais um dia..


"Feche a porta do seu quarto, porque se toca o telefone pode ser alguém com quem você quer falar por horas e horas."

Renato Russo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Alegria. Tristeza


E é assim que estou agora. Feliz. Por dentro. Uma notícia e tudo muda, e dará certo. se concretizará. O ruim é saber que a mesma rapidez que veio a alegria, com o anoitecer poderá vir a tristeza, a ausência, a falta. O turbilhão de pensamentos. Uma voz, e talvez tudo passe. E depois retorne, e passe novamente. E enquanto isso, eu vou seguindo, vivendo, me acostumando com essas mudanças constantes. E contarei cada dia, ansiando por 'aquele' dia.



"Toda alegria é assim: já vem embrulhada numa tristezinha de papel fino."
Millor Fernandes

domingo, 6 de janeiro de 2013

Partir...



"É duro ter apenas duas alternativas (ficar ou ir embora) e ambas serem terríveis."

Martha Medeiros

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A dor que doi mais.


A dor que doi mais.

(...)Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.



Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.



Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros






Depois de meses sem aparecer por aqui, encontrei uma bela razão para retornar. Depois de três anos sem ver parentes próximos, pude ter o prazer de viajar e aproveitar cada momento. Cheguei hoje e estou com o coração tão apertado de tanta saudade. Não podia deixar passar esse sentimento aqui dentro..

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"Eu ainda estou aqui Perdido em mil versões Irreais de mim..."